O  Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha  surgiu no 1º encontro de Mulheres Afro-Latino Americanas e Afro- Caribenhas em 1992 na República Dominicana. A data tornou-se símbolo de luta para as mulheres negras que buscam romper com o silêncio e batalham por visibilidade.

No Brasil, 25 de julho é celebrado o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra,  instituído pela Lei nº 12.987/14, que homenageia essa mulher que foi símbolo de liderança e resistência. Mulher que já lutava pela representatividade e emancipação da mulher negra no século XXVII.

Não obstante o amadurecimento, fortalecimento e empoderamento do feminismo negro, indicadores sociais apontam que a mulher negra é a que mais sofre violência doméstica, está na base da pirâmide social condicionada as piores condições de trabalho, percebem os menores salários (recebem menos da metade do salário dos homens brancos), ocupam postos de trabalhos mais precarizados e sofrem mais com o desemprego. A mulher negra trans é o alvo de maior violência. O estereótipo de que mulher negra é forte justifica a porcentagem de que 62,8 % das mulheres negras morrerem durante o parto devido a falta de auxílio no procedimento médico.

Mulheres negras são vítimas de todas as formas de preconceito em razão da cor de sua pele. A solidão da mulher negra é algo que só ela aprendeu a carregar devido às frases e conceitos estereotipados que a sociedade nos apresenta através de frases, letras de música, etc.

Que esse dia, reforce a ideia de que espaços ainda devem ser preenchidos, novas políticas públicas e sociais devem ser implementadas e para tanto precisamos de mulheres em todas as esferas de poder, na saúde, na educação, na ciência etc. Devemos ter mulheres negras ocupando todos os espaços. É preciso desconstruir conceitos arcaicos, quebrar barreiras e deixar que as mulheres ocupem seu lugar de fala e não mais ser silenciada.

(Autora: Dra. Marina Cezário dos Santos Felipe)